Começo pedindo perdão pela demora no post.
Estive muito ocupada com a prioridade da minha vida: o mestrado.
Mas como é que eu cheguei á conclusão de que esta é a prioridade?
Bem prioridade normalmente é sinônimo de tarefa mais importante.
Para alguns esta identificação é fácil, mas para outros é um tormento.
Tentando entender o porquê isso acontece me dei conta de que o que falta para as pessoas que têm esta dificuldade é uma visão global.
Sempre acreditei que para as mulheres e mães essa tarefa seria fácil, justamente porque o serviço do lar e o fato de sempre estar preocupada com a felicidade de várias pessoas (cuidando de muitos), ela teria naturalmente esta visão global. Não é assim.
Sejam mulheres, sejam homens, sejam mães, a dificuldade da visão global gera uma bagunça generalizada.
Chamo de visão global o fato de você conseguir parar por alguns minutinhos, listar todas as tarefas necessárias e rapidamente sair fazendo o que precisa ser feito primeiro. É um enxergar o todo e definir as prioridades.
Tentando esclarecer um pouco aquilo que seria prioridade, resolvi colocar por departamentos:
Em casa é prioridade:
- aquelas tarefas que demoram pra ficar prontas devem ser inciadas primeiro: comece sempre por aquilo que demora mais pra cozinhar; botando as roupas na máquina (porque leva muito tempo para secar); limpando o lugar que os outros vão querer usar na seqüência...
- aquilo que em pouco tempo dá mau cheiro.... hehehe ..... tirar o lixo é prioridade, limpar banheiro e cozinha também, ou seja, se não há muito tempo, faça aquilo que pode cheirar mau.
- manter os espaços de convivência habitáveis, pelo simples fato de que ninguém é obrigado a chegar em casa e arrumar a sua bagunça antes de poder usufruir da sala ou da cozinha (mais abaixo farei uma homenagem a pessoa e ao método q ela usou pra que eu aprendesse isso)
No trabalho é prioridade:
- as tarefas com prazo ou as que já estouraram o prazo;
- as tarefas que tem continuidade, que iniciam um processo, que devem ser seguidas por outras tarefas;
- aquelas que existem outros esperando para pegar o bastão;
- aquelas que você tem dificuldade, porque vai demorar mais pra fazer, então é bom começar o quanto antes;
Nos relacionamentos é prioridade:
- nunca julgar, sempre perguntar o que está acontecendo e porque aquela pessoa agiu daquela forma;
- nunca imaginar, supor ou prejulgar, dificilmente você entenderá o mundo de outra pessoa, pois o nosso mundo já é algo bem complicado;
- reconhecer o valor do outro, sempre que possível e merecido elogiar;
- respeitar o espaço e as limitações de cada um, ainda que para você algo pareça fácil, para outros pode ser um desafio monstro; e ainda que você queira atenção, cada um precisa de seus momentos;
- ser gentil e prestativo sempre, mas sem prejudicar as suas prioridades;
- expressar com clareza o que você sente, explicar os efeitos das ações dos outros em você e buscar juntos uma forma de que ambos se sintam melhor.
Na vida é prioridade:
- criar a sua vida feliz;
- eleger o que é mais importante para você e gastar muito tempo com isso.
Enfim, são apenas algumas reflexões, com certeza as prioridades mudam de cabeça para cabeça.
Para finalizar, a história verídica e hilária de como aprendi a respeitar o espaço comum.
Na época morava com duas amigas: Maria Helena e Maria Carminda. As duas com alguns anos a mais que eu.
A Maria Carminda já tinha uma filha maior de idade, muita experiência em morar com outros (repúblicas, etc). E sempre foi uma pessoa muito simples, dizia tudo com a maior tranquilidade do mundo.
Eu confesso que apesar do gosto pela organização, lavar a louça nunca foi um a atividade prazeirosa.
Então acontecia com frequencia de a minha louça suja permanecer na pia de um dia para o outro.
Um belo dia, cheguei do trabalho, depois de fazer hora extra até as 22h em NH, uma viagem de ônibus de 45 minutos e entro no meu quarto e sobre a minha cama estava uma bacia, com a louça que eu havia deixado na pia na noite anterior.
Quase morri de rir.... me dirigi à cozinha, a Maria Carminda estava terminando a louça da janta dela. Ela olhou pra mim e disse na maior calma: Oi Jana, libero o espaço para você em 5 minutos.
Isso se repetiu mais uma ou duas vezes. Enfim eu aprendi que aquela cozinha não era só minha e que deveria respeitar o espaço da Maria Carminda.
Funcionou. Terapia de choque comigo sempre funcionou.
Confesso que me tratar com carinho faz com que eu deite e role..... hehehehe
Para finalizar:
Mamãe, aquela que me ensinou a cuidar de tudo e todos, a ver tudo o que falta fazer, e fazer como uma formiguinha...... aqui em momento de folga da dupla, bolinho de bacalhau e Malzbier... porque ninguém é de ferro e todo mundo merece!!
Por ser objetiva, prática e rápida acabei dando dicas de o que e como fazer. Ajudo amigos a refletir sobre o que vai acontecer, provoco, dou idéias, e ainda choques térmicos quando as pessoas precisam... terapia do elefantinho. A idéia sempre foi cooperar, mostrar os outros lados, evitar danos, sofrimento. Há algum tempo penso talvez fosse a hora de escrever um livro. Uma amiga sugeriu "descomplicando a vida by Janak". Como prefiro as afirmações mudei, e que venha a luz o "Simples Assim!"
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Afinal, pra que servem as ditas fichas de leitura?
Meu primeiro grande problema na faculdade, nos idos de 1997, foram as tais fichas de leitura.
Resolvi que daria conta de 8 disciplinas, e em duas semanas de aula já tinha 6 fichas de leitura para fazer: A República de Platão, um capítulo de um livro de Introdução ao Estudo do Direito sobre Positivismo e Jusnaturalismo, etc...
Andando pelo corredor encontrei um cartaz: Grupo de Estudos em Direitos Humanos. Bingo, com certeza eles me ensinariam a fazer fichas de leitura e direitos humanos é um bom tema para estudar. Que nada, mais textos pra ler. E também havia mais uma ficha de leitura por semana pra fazer!!!
Na terceira semana em que entreguei uma ficha de leitura, o professor Anderson Lobato (um mestre que me ensinou a ver, falar e escrever) olhou para mim e disse: anote aí, o que eu quero: no máximo uma folha tamanho A4, letra times 12, parágrafo 1,5.
Depois disso encontrei o livro do Umberto Eco - Como se faz uma tese.
Lá existem pelo menos 15 tipos de fichas de leitura, dependendo do objetivo e conteúdo. Ainda errei no tipo mais umas três ou quatro vezes, chorei e finalmente peguei o jeito.
Mas vamos ao que interessa e é muito útil para quem está estudando.
Você pode fazer fichas de leitura que agilizem o seu trabalho e facilitem o encontro da informação.
Para começar escolha o meio que mais se adequa ao que você precisa:
- as tradicionais fichas pautadas servem para poder criar um arquivo por assuntos. Quando dava aulas sobre espiritualidade tinha uma ficha para cada aula, planos de aula, pontos específicos que queria tratar em cada palestra. Fazia o meu brainstorm (já falei sobre isso num post anterior) e anotava os pontos importantes. Depois arquivava por assunto: auto-estima, liderança, desapego, disciplina, tolerância, etc...
- um caderno para deixar reunidas várias leituras para um mesmo tema, artigo ou monografia - utilizo muito isso para artigos e monografias. No cabeçalho da página já coloco os dados do textos que vou ler no formato que preciso para citar nas referencias bibliográficas. Deixo uma divisória para anotar as referências de textos citados no textos que estou lendo, autores a consultar.
- arquivos no computador - aqueles que dominam os recursos tecnológicos podem criar pastas por assuntos dentro do PC. Eu costumo criar no computador dois arquivos: citações, em que já coloco os textos escaneados que quero citar; e referências, com os dados dos livros e textos prontos pra copiar e colar nas referencias bibliográficas. Mas cada um pode organizar os arquivos de acordo com a necessidade específica.
Outra questão importante é a forma de anotar. A idéia da ficha de leitura é que seja objetiva, resumida, mas você tem que poder ler daqui alguns anos e lembrar do que se trata. Então seja objetivo, mas não economize nas coisas erradas. Seja claro e completo, objetividade não significa que você tenha que escrever tudo em 120 caracteres.
Quando chegamos ao conteúdo, novamente temos que ver que tipo de informação você quer guardar.
Pode-se fazer uma ficha de citações, ou seja, você transcreve na ficha os trechos que mais lhe chamaram a atenção e que resumem o pensamento do autor.
Uma ficha crítica relataria a sua opinião pessoal sobre o texto lido.
Poderia ser uma ficha-resumo se você listasse os principais pontos tratados no artigo ou livro.
E assim por diante, você é quem escolhe qual o conteúdo de que precisa.
Costumo fazer ficha-resumo, mantenho no computador uma ficha única com citações de todos os textos lidos que acho importantes para colocar no artigo/ monografia, acompanhado das devidas referências.
É importante criar também um cabeçalho com os dados de identificação do texto, para que você possa encontrá-lo futuramente. Isto porque a idéia é guardar a ficha apenas e não os livros e xerox de textos.
Algo extremamente importante quando se trata de fichas que serão usadas mais a diante para formar um trabalho científico é registrar minusciosamente as referências (com números de páginas, inclusive) das idéias que você decidiu agregar. Todos sabemos que a criação pessoal representa uma parcela pequena de tudo o que se escreveu. Normalmente você é responsável pelo enfoque, pelo sumário (a organização dos tópicos) e pela redação.
Então ainda que você parafraseie os textos que leu, cabe nota de rodapé com a referência de onde você encontrou aquela idéia, aquele ponto, aquele enfoque.
Após ter todos os textos fichados, você começa a escrever como se estivesse psicografando. Parece que todas as idéias fluem, pois além de ler, você processou as idéis para resumí-las. Caso perca o fio da meada, vá relendo as fichas e o assunto voltará a borbulhar.
E esse é o o propósito das fichas: guardar a informação para fácil consulta quando necessário.
Normalmente quando usada como critério de avaliação a modalidade é a ficha crítica e o objetivo é avaliar o quanto você entendeu daquilo que leu.
Mas o melhor é poder contar com um help objetivo e certeiro para seguir adiante, relembrar, estudar, revisar...
Resolvi que daria conta de 8 disciplinas, e em duas semanas de aula já tinha 6 fichas de leitura para fazer: A República de Platão, um capítulo de um livro de Introdução ao Estudo do Direito sobre Positivismo e Jusnaturalismo, etc...
Andando pelo corredor encontrei um cartaz: Grupo de Estudos em Direitos Humanos. Bingo, com certeza eles me ensinariam a fazer fichas de leitura e direitos humanos é um bom tema para estudar. Que nada, mais textos pra ler. E também havia mais uma ficha de leitura por semana pra fazer!!!
Na terceira semana em que entreguei uma ficha de leitura, o professor Anderson Lobato (um mestre que me ensinou a ver, falar e escrever) olhou para mim e disse: anote aí, o que eu quero: no máximo uma folha tamanho A4, letra times 12, parágrafo 1,5.
Depois disso encontrei o livro do Umberto Eco - Como se faz uma tese.
Lá existem pelo menos 15 tipos de fichas de leitura, dependendo do objetivo e conteúdo. Ainda errei no tipo mais umas três ou quatro vezes, chorei e finalmente peguei o jeito.
Mas vamos ao que interessa e é muito útil para quem está estudando.
Você pode fazer fichas de leitura que agilizem o seu trabalho e facilitem o encontro da informação.
Para começar escolha o meio que mais se adequa ao que você precisa:
- as tradicionais fichas pautadas servem para poder criar um arquivo por assuntos. Quando dava aulas sobre espiritualidade tinha uma ficha para cada aula, planos de aula, pontos específicos que queria tratar em cada palestra. Fazia o meu brainstorm (já falei sobre isso num post anterior) e anotava os pontos importantes. Depois arquivava por assunto: auto-estima, liderança, desapego, disciplina, tolerância, etc...
- um caderno para deixar reunidas várias leituras para um mesmo tema, artigo ou monografia - utilizo muito isso para artigos e monografias. No cabeçalho da página já coloco os dados do textos que vou ler no formato que preciso para citar nas referencias bibliográficas. Deixo uma divisória para anotar as referências de textos citados no textos que estou lendo, autores a consultar.
- arquivos no computador - aqueles que dominam os recursos tecnológicos podem criar pastas por assuntos dentro do PC. Eu costumo criar no computador dois arquivos: citações, em que já coloco os textos escaneados que quero citar; e referências, com os dados dos livros e textos prontos pra copiar e colar nas referencias bibliográficas. Mas cada um pode organizar os arquivos de acordo com a necessidade específica.
Outra questão importante é a forma de anotar. A idéia da ficha de leitura é que seja objetiva, resumida, mas você tem que poder ler daqui alguns anos e lembrar do que se trata. Então seja objetivo, mas não economize nas coisas erradas. Seja claro e completo, objetividade não significa que você tenha que escrever tudo em 120 caracteres.
Quando chegamos ao conteúdo, novamente temos que ver que tipo de informação você quer guardar.
Pode-se fazer uma ficha de citações, ou seja, você transcreve na ficha os trechos que mais lhe chamaram a atenção e que resumem o pensamento do autor.
Uma ficha crítica relataria a sua opinião pessoal sobre o texto lido.
Poderia ser uma ficha-resumo se você listasse os principais pontos tratados no artigo ou livro.
E assim por diante, você é quem escolhe qual o conteúdo de que precisa.
Costumo fazer ficha-resumo, mantenho no computador uma ficha única com citações de todos os textos lidos que acho importantes para colocar no artigo/ monografia, acompanhado das devidas referências.
É importante criar também um cabeçalho com os dados de identificação do texto, para que você possa encontrá-lo futuramente. Isto porque a idéia é guardar a ficha apenas e não os livros e xerox de textos.
Algo extremamente importante quando se trata de fichas que serão usadas mais a diante para formar um trabalho científico é registrar minusciosamente as referências (com números de páginas, inclusive) das idéias que você decidiu agregar. Todos sabemos que a criação pessoal representa uma parcela pequena de tudo o que se escreveu. Normalmente você é responsável pelo enfoque, pelo sumário (a organização dos tópicos) e pela redação.
Então ainda que você parafraseie os textos que leu, cabe nota de rodapé com a referência de onde você encontrou aquela idéia, aquele ponto, aquele enfoque.
Após ter todos os textos fichados, você começa a escrever como se estivesse psicografando. Parece que todas as idéias fluem, pois além de ler, você processou as idéis para resumí-las. Caso perca o fio da meada, vá relendo as fichas e o assunto voltará a borbulhar.
E esse é o o propósito das fichas: guardar a informação para fácil consulta quando necessário.
Normalmente quando usada como critério de avaliação a modalidade é a ficha crítica e o objetivo é avaliar o quanto você entendeu daquilo que leu.
Mas o melhor é poder contar com um help objetivo e certeiro para seguir adiante, relembrar, estudar, revisar...
terça-feira, 29 de junho de 2010
Listas e tabelas
Como o post anterior foi sobre o tempo perdido, continuo falando de tempo. Mas hoje é sobre mais formas de economizar tempo.
A agenda sempre funcionou muito bem para mim, mas existem diversos tipos de agenda.
Para aqueles que tem pouco a anotar ou que são visuais, as agendas que mostram uma semana em duas páginas ou o mês em duas páginas são as melhores.
Funcionam como tabelas e são muito boas para a programação do mês ou da semana.
Por exemplo, planejamentos semanais são maravilhosos para organizar tarefas rotineiras. Para isso: faça uma lista das tarefas que você repete semanalmente, ou diariamente. Na sequência pense no seu ritmo durante o dia, qual o momento mais propício para tarefas que exijam concentração, ou para tarefas de rua. E em seguida coloque as tarefas em ordem por período mais propício do dia ou da semana. Assim você tira proveito dos momentos silenciosos para tarefas minuciosas e intelectualmente exigentes e faz aquelas tarefas menos exigentes em momentos em que o ambiente não está tão calmo assim.
Eu gostava de colocar por horários e determinar a duração. Assim você delimita as tarefas nas quais normalmente se deixa levar. Por exemplo, horário dos e-mails e acesso a internet para pesquisas. Todos aqueles que lidam com computador sabem o quanto é fácil se perder no horário enquanto "navegando". Ou então, em função de assuntos pendentes acabar perdendo horas verificando 10 vezes o e-mail.
Então o fato de saber que você dispõe de 15 minutos a cada início e fim de turno (horários reconhecidamente menos produtivos) para ver os e-mails e acessar sites de interesse, nos demais horários você segue o planejamento sem problemas.
Afora isso, a tabela semanal faz com que você não esqueça de todas as tarefas que tem de fazer, as vezes chatas e burocráticas, mas que se você puder ir dando ok numa lista fica muito mais fácil.
No escritório eu utilizava a tabela semanal e uma diária, pois exercia tarefas de gerência e tinha que fazer o tempo render muito a ponto de conferir tudo o que todo mundo fez, preparar tarefas de todos, e ainda dar conta dos meus processos.
Além disso, quando se lida com prazos, tive uma experiência boa com o excel. Tem suas limitações, mas você pode ingressar com novos dados em qualquer ordem e diariamente organizar por data. Tínhamos planilhas de prazos gerais, de audiências e perícias, e eu fiz uma do andamento dos meus processos.
A sensação é de controle/ segurança e também de economia de tempo.
As listas são extremamente úteis quando se faz tarefas com requisitos. Se você produz com frequencia relatórios com os mesmos requisitos, elabore uma lista de requisitos. A cada novo relatório você pode verificar os requisitos e com segurança encerrar a tarefa.
No direito previdenciário existem vários tipos de revisões, que se dão em função do benefício ter sido concedido em períodos específicos. Criei uma tabelinha. Na primeira coluna, os dados essenciais que eu precisava para cálculo: data de concessão, data de nascimento, tempo de serviço, idade na concessão, tipo de benefício. A segunda coluna vazia para preencher os dados. Terceira coluna os tipos de revisão (com as datas que abrangiam). Quarta coluna espaço para dados. A cada cliente eu imprimia a tabelinha e preenchia. Com ela poderia rapidamente consultar as informações necessárias e já descartava de pronto as revisões que não cabiam.
O fato de estas tabelas servirem para verificar requisitos faz com você não precise a cada vez que repetir a tarefa tenha que consultar novamente, no meu caso a lei, para ver os requisitos. Igualmente as tabelas como a de revisões que descrevi acima possibilita que você exclua possibilidades e concentre seu tempo e energia apenas naquilo que realmente pode ser.
Outra economia de tempo foi solicitar aos advogados das áreas que eu não atuo e nem sei os prazos, que fizessem para mim uma relação de prazos. Óbviamente que na faculdade vi a sequência de todos os processos: civel, trabalhista, tributário, etc. Mas não conseguimos decorar tudo definitivamente. Então, como era responsável por determinar as providências de todos os processos, uma lista de prazos de cada área é o ouro. Evitou que eu precisasse diariamente consultar os códigos ou perguntar ao colega responsável pela área.
Agora, como precisei me tornar expert em coordenação de casa, um primor de dona de casa, faço listas para tudo: tarefas pendentes de marido (vazamentos, troca de lâmpadas, resistência do chuveiro, rejunte do banheiro), compras do super, providencias de rua, sonhos de consumo, tarefas de faxineira, programa de refeições x necessidade de compras... hihihi
Enfim, qualquer um precisa de sobras de tempo, e economizar tempo é um luxo que só aqueles que se organizam e planejam podem ter!!!
Let's do it! Mãos à obra!
Abaixo a praia que aguarda diariamente que eu me organize..... :-)
A agenda sempre funcionou muito bem para mim, mas existem diversos tipos de agenda.
Para aqueles que tem pouco a anotar ou que são visuais, as agendas que mostram uma semana em duas páginas ou o mês em duas páginas são as melhores.
Funcionam como tabelas e são muito boas para a programação do mês ou da semana.
Por exemplo, planejamentos semanais são maravilhosos para organizar tarefas rotineiras. Para isso: faça uma lista das tarefas que você repete semanalmente, ou diariamente. Na sequência pense no seu ritmo durante o dia, qual o momento mais propício para tarefas que exijam concentração, ou para tarefas de rua. E em seguida coloque as tarefas em ordem por período mais propício do dia ou da semana. Assim você tira proveito dos momentos silenciosos para tarefas minuciosas e intelectualmente exigentes e faz aquelas tarefas menos exigentes em momentos em que o ambiente não está tão calmo assim.
Eu gostava de colocar por horários e determinar a duração. Assim você delimita as tarefas nas quais normalmente se deixa levar. Por exemplo, horário dos e-mails e acesso a internet para pesquisas. Todos aqueles que lidam com computador sabem o quanto é fácil se perder no horário enquanto "navegando". Ou então, em função de assuntos pendentes acabar perdendo horas verificando 10 vezes o e-mail.
Então o fato de saber que você dispõe de 15 minutos a cada início e fim de turno (horários reconhecidamente menos produtivos) para ver os e-mails e acessar sites de interesse, nos demais horários você segue o planejamento sem problemas.
Afora isso, a tabela semanal faz com que você não esqueça de todas as tarefas que tem de fazer, as vezes chatas e burocráticas, mas que se você puder ir dando ok numa lista fica muito mais fácil.
No escritório eu utilizava a tabela semanal e uma diária, pois exercia tarefas de gerência e tinha que fazer o tempo render muito a ponto de conferir tudo o que todo mundo fez, preparar tarefas de todos, e ainda dar conta dos meus processos.
Além disso, quando se lida com prazos, tive uma experiência boa com o excel. Tem suas limitações, mas você pode ingressar com novos dados em qualquer ordem e diariamente organizar por data. Tínhamos planilhas de prazos gerais, de audiências e perícias, e eu fiz uma do andamento dos meus processos.
A sensação é de controle/ segurança e também de economia de tempo.
As listas são extremamente úteis quando se faz tarefas com requisitos. Se você produz com frequencia relatórios com os mesmos requisitos, elabore uma lista de requisitos. A cada novo relatório você pode verificar os requisitos e com segurança encerrar a tarefa.
No direito previdenciário existem vários tipos de revisões, que se dão em função do benefício ter sido concedido em períodos específicos. Criei uma tabelinha. Na primeira coluna, os dados essenciais que eu precisava para cálculo: data de concessão, data de nascimento, tempo de serviço, idade na concessão, tipo de benefício. A segunda coluna vazia para preencher os dados. Terceira coluna os tipos de revisão (com as datas que abrangiam). Quarta coluna espaço para dados. A cada cliente eu imprimia a tabelinha e preenchia. Com ela poderia rapidamente consultar as informações necessárias e já descartava de pronto as revisões que não cabiam.
O fato de estas tabelas servirem para verificar requisitos faz com você não precise a cada vez que repetir a tarefa tenha que consultar novamente, no meu caso a lei, para ver os requisitos. Igualmente as tabelas como a de revisões que descrevi acima possibilita que você exclua possibilidades e concentre seu tempo e energia apenas naquilo que realmente pode ser.
Outra economia de tempo foi solicitar aos advogados das áreas que eu não atuo e nem sei os prazos, que fizessem para mim uma relação de prazos. Óbviamente que na faculdade vi a sequência de todos os processos: civel, trabalhista, tributário, etc. Mas não conseguimos decorar tudo definitivamente. Então, como era responsável por determinar as providências de todos os processos, uma lista de prazos de cada área é o ouro. Evitou que eu precisasse diariamente consultar os códigos ou perguntar ao colega responsável pela área.
Agora, como precisei me tornar expert em coordenação de casa, um primor de dona de casa, faço listas para tudo: tarefas pendentes de marido (vazamentos, troca de lâmpadas, resistência do chuveiro, rejunte do banheiro), compras do super, providencias de rua, sonhos de consumo, tarefas de faxineira, programa de refeições x necessidade de compras... hihihi
Enfim, qualquer um precisa de sobras de tempo, e economizar tempo é um luxo que só aqueles que se organizam e planejam podem ter!!!
Let's do it! Mãos à obra!
Abaixo a praia que aguarda diariamente que eu me organize..... :-)
domingo, 20 de junho de 2010
Anotar pra quê?
Adorei a foto acima!! peguei no google e não localizei nada de autoria senão o Flavioedu que está no canto superior direito.
Quanto ao tema, sou suspeita pois adoooooro anotar tudo.
Seguem as razões porque anotar é fundamental, essencial, imprescindível:
- a sua mente é maravilhosa, mas a partir dos 20 ela começa a falhar;
- é definitivamente tanta coisa que você não consegue lembrar de tudo;
- uma idéia maravilhosa sempre surge em um momento em que você está fazendo algo muito importante que não pode parar por mais de 1 minuto, ou quando você acabou de acordar (e depois você só lembra que tinha pensado em algo maravilhoso, mas não lembra exatamente o que), ou quando você está atrasado pra outra coisa...
- poupa muito tempo!!!!! E tempo é mais valioso que dinheiro, vejam o post anterior.
- você vai ter como lembrar anos depois e vai exclamar: nossa, nem lembrava mais disso.
Quanto ao método de anotação você pode adaptar ao que você tem mais facilidade:
- caderneta,
- diário
- agenda
-bloco de notas do celular (dá pra marcar na agenda do celular como se fosse compromisso e botar pra despertar num horário em que você estará com mais tempo pra pensar naquilo)
- post it de computador (o google desktop possui um post it integrado que vc vai anotando dentro do computador, não corre o risco de desgrudar o post it e perder) ou de papel mesmo, hoje existem vários tamanhos e inclusive marcas diferentes,
- um mural, quadro branco, bloco de anotações (na cozinha para lista do supermercado e recados, no quarto para idéias do amanhecer, na sala para anotações ao falar no fone, no banheiro, enfim....)
- cadernos para cada projeto, ou uma matéria de caderno para cada coisa.
Algumas coisas que facilitam a vida na hora de encontrar onde foi que você anotou aquilo:
- usar uma pasta arquivo, pasta suspensa ou sanfonada com divisórias para cada assunto, AMO pastinhas (meu papai que me ensinou)
- grampear na agenda, pois o clips cai, deixar solto dentro da agenda nem pensar,
- fazer faxina nos papéis periodicamente (não deixar passar de semana) para jogar fora o desnecessário (envelopes de contas, comprovantes de cartão que você já pagou a fatura, problemas resolvidos).
- scanner para os monstros que não podem ir fora (com R$ 0,99 você compra um CD e arquiva muita coisa, estudo o manual de instruções do seu scanner e ganhe espaço e tempo)
- esforçar-se para mater a ordem das coisas, afinal, o beneficiado será você
Caso você seja daquelas pessoas que tem dificuldades para escrever (escreve, apaga, escreve, apaga, fica duas horas para escrever um parágrafo):
- tente escrever assim mesmo
- pense que é só pra você lembrar e que não precisa ser perfeito
- escreva uma palavra que lembre você do assunto
- experimente escrever com mais freqüência sobre algo que goste
Resumindo, se hoje você ainda acha que a sua mente dá conta do recado, espere uns dois aninhos passarem para ver no que dá.
Eu sou sincera, lembro de eventos dos últimos 10 anos, antes disso é uma ou outra cena.
Ontem vi o bruxinho acima na festa nos 80 e nem fazia idéia de quem era. Aos que lembram do He-man, diz o meu marido que era um tal de Gorpo..... mas minha mente não tem qualquer registro visual ou de informações sobre alguém de nome Gorpo. Lembro do Esqueleto, He-man, She-ra, o cavalo e o leão e um bichinho q tinha que achar no final do desenho. hehehe
Quanto ao tema, sou suspeita pois adoooooro anotar tudo.
Seguem as razões porque anotar é fundamental, essencial, imprescindível:
- a sua mente é maravilhosa, mas a partir dos 20 ela começa a falhar;
- é definitivamente tanta coisa que você não consegue lembrar de tudo;
- uma idéia maravilhosa sempre surge em um momento em que você está fazendo algo muito importante que não pode parar por mais de 1 minuto, ou quando você acabou de acordar (e depois você só lembra que tinha pensado em algo maravilhoso, mas não lembra exatamente o que), ou quando você está atrasado pra outra coisa...
- poupa muito tempo!!!!! E tempo é mais valioso que dinheiro, vejam o post anterior.
- você vai ter como lembrar anos depois e vai exclamar: nossa, nem lembrava mais disso.
Quanto ao método de anotação você pode adaptar ao que você tem mais facilidade:
- caderneta,
- diário
- agenda
-bloco de notas do celular (dá pra marcar na agenda do celular como se fosse compromisso e botar pra despertar num horário em que você estará com mais tempo pra pensar naquilo)
- post it de computador (o google desktop possui um post it integrado que vc vai anotando dentro do computador, não corre o risco de desgrudar o post it e perder) ou de papel mesmo, hoje existem vários tamanhos e inclusive marcas diferentes,
- um mural, quadro branco, bloco de anotações (na cozinha para lista do supermercado e recados, no quarto para idéias do amanhecer, na sala para anotações ao falar no fone, no banheiro, enfim....)
- cadernos para cada projeto, ou uma matéria de caderno para cada coisa.
Algumas coisas que facilitam a vida na hora de encontrar onde foi que você anotou aquilo:
- usar uma pasta arquivo, pasta suspensa ou sanfonada com divisórias para cada assunto, AMO pastinhas (meu papai que me ensinou)
- grampear na agenda, pois o clips cai, deixar solto dentro da agenda nem pensar,
- fazer faxina nos papéis periodicamente (não deixar passar de semana) para jogar fora o desnecessário (envelopes de contas, comprovantes de cartão que você já pagou a fatura, problemas resolvidos).
- scanner para os monstros que não podem ir fora (com R$ 0,99 você compra um CD e arquiva muita coisa, estudo o manual de instruções do seu scanner e ganhe espaço e tempo)
- esforçar-se para mater a ordem das coisas, afinal, o beneficiado será você
Caso você seja daquelas pessoas que tem dificuldades para escrever (escreve, apaga, escreve, apaga, fica duas horas para escrever um parágrafo):
- tente escrever assim mesmo
- pense que é só pra você lembrar e que não precisa ser perfeito
- escreva uma palavra que lembre você do assunto
- experimente escrever com mais freqüência sobre algo que goste
Resumindo, se hoje você ainda acha que a sua mente dá conta do recado, espere uns dois aninhos passarem para ver no que dá.
Eu sou sincera, lembro de eventos dos últimos 10 anos, antes disso é uma ou outra cena.
Ontem vi o bruxinho acima na festa nos 80 e nem fazia idéia de quem era. Aos que lembram do He-man, diz o meu marido que era um tal de Gorpo..... mas minha mente não tem qualquer registro visual ou de informações sobre alguém de nome Gorpo. Lembro do Esqueleto, He-man, She-ra, o cavalo e o leão e um bichinho q tinha que achar no final do desenho. hehehe
O tempo perdido e o leite derramado
Ontem fomos a uma festa anos 80. Em POA era a Balonê, aqui em Santos/SP é chamada Revival (anos 70, 80 e 90).
Se você vai a essas festas, lamento informar que está ficando velho... hehehe
Brincadeiras a parte, Renato Russo era um cara poderoso, profundo e escrevia coisas que somente depois de anos ouvindo as fichas caem.
Deixando aqui minha homenagem a José Saramago, outro que faz isso comigo, tenho a sensação de que são pessoas que estão muito além de nós e que percebiam algo que nem sequer vemos hoje.
Com o tempo vamos progredindo, no sentido intelectual, mas principalmente em sensibilidade e contato com as coisas verdadeiras, o que nos aproxima deles e então nos começar a ver. Como os bebês, começamos vendo algumas manchas coloridas que com o passar do tempo tomam forma.
Para que você possa entrar no clima, acesse o link e ouça Tempo Perdido, do Legião Urbana enquanto refletimos: http://www.youtube.com/watch?v=059HEaYRve0
Letra:
Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.
A primeira sensação que me veio ouvindo essa música ontem foi saudosismo, melancolia e o quanto somos pouco responsáveis quando adolescentes. Nessa época eu estava aborrecente. Uns 12 aninhos, mas cheia de vontade de crescer. Já me sentia presa, por não poder fazer o que queria. Já me sentia atrasada, por ainda não saber inglês, não ter viajado pro exterior, por não conhecer o Rio..... hehehe
Incrível que já tinha o sentimento de que o tempo passava mais rápido do que eu precisava.
Hoje a relação com tempo nem mudou tanto assim.
Um dilema que nunca acaba: tendo tantos planos e metas e coisas que eu gostaria e que eu deveria fazer, como é que eu faço para não sentir culpa quando passo o dia todo sem fazer "nada de útil"?
Nada de útil = algo lúdico, as vezes até necessário, mas não útil para as metas e sonhos.
Eu achava que culpa era algo feminino, mas trocando idéia com meu sábio marido descobri que o problema não é o gênero feminino ou masculino, e sim a falta ou excesso de auto-estima.
Vou pensar nisso, mas acredito mais na hipótese de que pessoas que tem um alto nível de exigência consigo mesmas tem mais propensão a sentir culpa.
Como todos os defeitinhos básicos, o que nos diferencia dos demais e justamente a forma como lidamos com eles.
O fato de ter perdido tempo não necessariamente quer dizer que foi inútil o dia em todos os sentidos.
Costumamos avaliar do alto da nossa maior prioridade, e por isso, se a atividade não foi útil para aquele fim pode ter sido um dia em vão.
Voltando ao Renato Russo, informo: temos todo o tempo do mundo, sempre em frente e não temos tempo a perder.
Culpa deve funcionar como um alerta. Anote o que você aprendeu e mãos a obra, afinal chega de perder tempo.
Na verdade a atitude tomada diante de tudo deve ser muito consciente, ou seja, eu sei que talvez tenha feito algo com que não concordo. Fiz, já foi e ponto. A partir de agora tenho que lembrar de não fazer isso. Então o exercício é pensar em qual atitude teria sido a correta e gravar que esta é a atitude que você quer aplicar.
Assim é mais fácil de acertar da próxima vez. E essa tarefa leva cerca de 2 minutinhos.
Estamos sendo assertivos!
Afinal, se temos pouco tempo, a regra é determinar quanto podemos gastar com cada coisa. Não faríamos assim com o dinheiro? O detalhe é que trabalhando você consegue o saldo bancário que perdeu de volta, mas o tempo é irrecorrível, irrepetível, intrasferível.
Então, dois minutos pra sentir culpa não é suficiente?
Talvez alguns precisem de uns minutinhos a mais pra encontrar a ação correta, mas que sejam poucos.
E os psicólogos que me perdoem, mas não gosto de me sentir mal. Não gosto de chorar, nem de ficar triste, etc. Adoro injeção, a solução rápida para minhas dores.
Para finalizar por hoje, para os exigentes, fica a dica de manter um diário de atividades. Anote tudo o que fez e qual era a finalidade. No fim do dia visualize o balaio de coisas que fez e tire um tempo para relaxar, please!
Tenho ânsia de viver, então não me segurem por muito tempo que eu esperneio. (risos)
Se você vai a essas festas, lamento informar que está ficando velho... hehehe
Brincadeiras a parte, Renato Russo era um cara poderoso, profundo e escrevia coisas que somente depois de anos ouvindo as fichas caem.
Deixando aqui minha homenagem a José Saramago, outro que faz isso comigo, tenho a sensação de que são pessoas que estão muito além de nós e que percebiam algo que nem sequer vemos hoje.
Com o tempo vamos progredindo, no sentido intelectual, mas principalmente em sensibilidade e contato com as coisas verdadeiras, o que nos aproxima deles e então nos começar a ver. Como os bebês, começamos vendo algumas manchas coloridas que com o passar do tempo tomam forma.
Para que você possa entrar no clima, acesse o link e ouça Tempo Perdido, do Legião Urbana enquanto refletimos: http://www.youtube.com/watch?v=059HEaYRve0
Letra:
Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.
A primeira sensação que me veio ouvindo essa música ontem foi saudosismo, melancolia e o quanto somos pouco responsáveis quando adolescentes. Nessa época eu estava aborrecente. Uns 12 aninhos, mas cheia de vontade de crescer. Já me sentia presa, por não poder fazer o que queria. Já me sentia atrasada, por ainda não saber inglês, não ter viajado pro exterior, por não conhecer o Rio..... hehehe
Incrível que já tinha o sentimento de que o tempo passava mais rápido do que eu precisava.
Hoje a relação com tempo nem mudou tanto assim.
Um dilema que nunca acaba: tendo tantos planos e metas e coisas que eu gostaria e que eu deveria fazer, como é que eu faço para não sentir culpa quando passo o dia todo sem fazer "nada de útil"?
Nada de útil = algo lúdico, as vezes até necessário, mas não útil para as metas e sonhos.
Eu achava que culpa era algo feminino, mas trocando idéia com meu sábio marido descobri que o problema não é o gênero feminino ou masculino, e sim a falta ou excesso de auto-estima.
Vou pensar nisso, mas acredito mais na hipótese de que pessoas que tem um alto nível de exigência consigo mesmas tem mais propensão a sentir culpa.
Como todos os defeitinhos básicos, o que nos diferencia dos demais e justamente a forma como lidamos com eles.
O fato de ter perdido tempo não necessariamente quer dizer que foi inútil o dia em todos os sentidos.
Costumamos avaliar do alto da nossa maior prioridade, e por isso, se a atividade não foi útil para aquele fim pode ter sido um dia em vão.
Voltando ao Renato Russo, informo: temos todo o tempo do mundo, sempre em frente e não temos tempo a perder.
Culpa deve funcionar como um alerta. Anote o que você aprendeu e mãos a obra, afinal chega de perder tempo.
Na verdade a atitude tomada diante de tudo deve ser muito consciente, ou seja, eu sei que talvez tenha feito algo com que não concordo. Fiz, já foi e ponto. A partir de agora tenho que lembrar de não fazer isso. Então o exercício é pensar em qual atitude teria sido a correta e gravar que esta é a atitude que você quer aplicar.
Assim é mais fácil de acertar da próxima vez. E essa tarefa leva cerca de 2 minutinhos.
Estamos sendo assertivos!
Afinal, se temos pouco tempo, a regra é determinar quanto podemos gastar com cada coisa. Não faríamos assim com o dinheiro? O detalhe é que trabalhando você consegue o saldo bancário que perdeu de volta, mas o tempo é irrecorrível, irrepetível, intrasferível.
Então, dois minutos pra sentir culpa não é suficiente?
Talvez alguns precisem de uns minutinhos a mais pra encontrar a ação correta, mas que sejam poucos.
E os psicólogos que me perdoem, mas não gosto de me sentir mal. Não gosto de chorar, nem de ficar triste, etc. Adoro injeção, a solução rápida para minhas dores.
Para finalizar por hoje, para os exigentes, fica a dica de manter um diário de atividades. Anote tudo o que fez e qual era a finalidade. No fim do dia visualize o balaio de coisas que fez e tire um tempo para relaxar, please!
Tenho ânsia de viver, então não me segurem por muito tempo que eu esperneio. (risos)
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